Nova York – EUA: Prefeitura vira o jogo e dá prioridade ao uso de bicicletas na cidade

Artigo publicado originalmente no Mobilize.

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Mudanças não acontecem por acaso e Nova York está aí para provar. No início dos anos 2000, o recém-eleito prefeito Michael Bloomberg e a Secretária de Transportes Janette Sadik-Khan começaram a planejar uma  série de alterações no uso das ruas da cidade, tudo para reduzir a circulação de veículos automotores no espaço urbano.

As intervenções começaram timidamente, com a simples pintura de solo, a construção de pequenas praças, a proibição do estacionamento de carros nas ruas e a implantação de faixas exclusivas para ônibus e bicicletas. Os motoristas, é claro, reclamaram. Mas, aos poucos, todos foram entendendo que a mudança estava valorizando a vida na Big Apple. E o que era experimental foi se consolidando. A própria secretária falou sobre esse processo em sua visita a São Paulo, em 2013.

Encontramos agora o vídeo “New York Streets Metamorphosis”, produzido pelo Departamento de Transporte de Nova York e editado por Clarence Eckerson Jr., que mostra como essas alterações foram sendo realizadas desde 2005, em locais como Times Square, Kent Avenue, Madson Square, Sands Street, Herald Square, Queensboro Bridge, 9th Avenue e Clinton Street, entre outras ruas. As imagens falam por si e mostram o caminho para prefeitos e secretários de qualquer cidade, até mesmo aqui, no Brasil.

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Londres – ING: Conheça o projeto da ciclovia suspensa

Projeto de arquitetura de ciclovias suspensas em Londres - Crédito: Foster and Partners

Projeto de arquitetura de ciclovias suspensas em Londres – Crédito: Foster and Partners

Matéria publicada originalmente no Mobilize.

Norman Foster, arquiteto britânico vencedor do prêmio Pritzker, divulgou nesta semana seu mais novo projeto, em que pretende criar ciclovias suspensas sobre os trilhos dos trens suburbanos em Londres como alternativa ao transporte público, com tarifas em alta na capital britânica.

Chamada SkyCycle, a proposta envolve construir 220 quilômetros de ciclovias sobre a estrutura já existente dos trilhos urbanos, permitindo aos usuários uma circulação desimpedida pela cidade, sem dividir o espaço das ruas com carros e motocicletas.

Seu projeto já tem o apoio das autoridades londrinas responsáveis pelo transporte público e foi também apresentado ao prefeito de Londres, Boris Johnson, que, segundo o jornal britânico “The Guardian”, demonstrou interesse pela obra.

Uma primeira etapa para testar a ideia seria a construção uma ciclovia suspensa de 6,5 quilômetros, entre Stratford, no nordeste de Londres, até a estação Liverpool Street dos trens metropolitanos. Só esse trecho custaria cerca de R$ 856 milhões.

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Empresa cria roda que torna bike comum em elétrica; um app controla a velocidade

DA ASSOCIATED PRESS, EM CAMBRIDGE (EUA) – Matéria publicada originalmente na Folha de São Paulo.

Uma start-up de Massachusetts (EUA) está lançando um novo dispositivo que transforma praticamente qualquer bicicleta em um veículo elétrico híbrido usando um app para controlá-la com um smartphone.

O dispositivo, chamado de Copenhagen Wheel (roda de Copenhague), é instalado como uma parte do cubo de uma roda traseira de bicicleta e é equipado com um computador próprio, baterias e sensores que monitoram quanta força está fazendo o ciclista e ativa seu motor sempre que ajuda é necessária.

A roda usa conexão sem fio para se comunicar com o celular do usuário e monitorar a distância percorrida e a elevação acumulada (a altura das subidas vencidas), para compartilhar com os amigos a quantidade de calorias queimadas e travar a roda traseira remotamente assim que seu dono se afasta da magrela.

“O motor se integra ao movimento do ciclista de maneira muito, muito imperceptível”, disse Assaf Biderman, co-inventor do dispositivo no laboratório SENSEable City, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde é um diretor associado. “É quase como ter uma companhia para pedalada, deixando-a mais fácil e simples.”

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A combinação da força motriz da Copenhagen Wheel e a do ciclista pode fazê-lo pedalar “quase como um atleta do Tour de France” em sua ida ao trabalho diária, diz Biderman, que fundou a Superpedestrian, baseada em Cambridge, Massachusetts (cidade do MIT e da Universidade Harvard), que licenciou de maneira exclusiva a tecnologia.

A Copenhagen Wheel tem potência suficiente para impulsionar um ciclista a até 60 km/h, mas desenvolvedores puseram limites eletrônicos para que a velocidade estivesse abaixo do permitido, que desligam o motor assim que o usuário atinge a velocidade de 32 km/h nos EUA ou de 25 km/h na Europa.

O conceito teve inspiração em uma pergunta simples: “Como podemos fazer mais pessoas pedalarem?”, conta Biderman.

O projeto recebeu financiamento do Ministério do Meio Ambiente da Itália e do prefeito de Copenhague, capital dinamarquesa conhecida como uma das cidades mais amigáveis aos ciclistas no mundo, e cuja secretaria de turismo diz que 55% dos residentes pedalam um acumulado de 1,2 milhão de km todos os dias.

As primeiras 1.000 unidades da roda foram todas encomendadas por meio de pré-venda no site da Superpedestrian no começo deste mês. Depois de duas semanas, pelo menos 810 haviam sido vendidas por US$ 699 cada (cerca de R$ 1.632), com a maioria dos compradores situados nos EUA. Outros pedidos foram enviados à Europa, à Austrália, ao Quênia, a Madagascar e outros. O envio deve ser realizado na próxima primavera (entre maio e junho no hemisfério norte).

A Copenhagen Wheel não substitui a bicicleta. Os consumidores ganham o dispositivo instalado em uma nova roda traseira que sirva em suas bikes –deve-se remover a roda original para a colocação da “turbinada”. As baterias são recarregáveis.

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A Copenhagen Wheel almeja adentrar um lucrativo e altamente concorrido mercado de bicicletas elétricas, também conhecidas como e-bikes.

Em um relatório divulgado recentemente, a companhia de consultoria em tecnologias ecológicas Navigant Research estimou que o faturamento global de bicicletas elétricas crescerá de US$ 8,4 bilhões para US$ 10,8 bilhões em 2020, alimentado em parte pelo desejo de uma alternativa viável para as crescentemente congestionadas ruas e rodovias que tornam o andar de carro menos atraente.

Nos EUA, a tendência é refletida por dados do Censo que mostra que o número de pessoas que vai ao trabalho pedalando cresceu 60% na década que terminou em 2010.

“Temos visto nos últimos anos uma renascença do ciclismo em todo o mundo”, disse Biderman. “As pessoas estão buscando alternativas.”

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41ª Bicicletada Massa Crítica – Ribeirão Preto

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Nessa sexta-feira, dia 29/11/2013, ocorreu em Ribeirão Preto a 41ª Bicicletada Massa Crítica.

A Bicicletada é um movimento sem líderes inspirada na Massa Crítica, ou Critical Mass, uma “coincidência organizada” que começou a tomar as ruas de São Francisco nos EUA no início dos anos 90.

Ela ocorre toda última sexta-feira de cada mês e tem como objetivo principal, promover a conscientização dos cidadãos em relação a importância do uso de bicicletas na cidade.

Grande iniciativa do bike-ativista Tatü do Coletivo Cultural Óbvios Mexidos, essa edição contou com a participação de cerca de 20 ciclistas de todas as idades.

O percurso escolhido foi: Praça 7 de Setembro>Florêncio de Abreu > Tibiriçá > Américo Brasiliense > São José > 9 de Julho > Barão do Amazonas > Duque de Caxias.

Após o percurso, todos se reuniram no Centro Cultural Hotel Palace onde foi exibido o vídeo “Como viver em São Paulo sem Carros”, baseado no livro de mesmo nome e  que pode ser conferido logo abaixo:

Também houve um bate-papo com a Arquiteta e Urbanista Lívia Fornitano Roveri, que pôde explicar com mais detalhes as ideias por trás do projeto Ciclovia Entre Rios.

Parabéns a todos que participaram! Que cada vez mais pessoas se juntem a nossa causa!

Participe do Movimento Bicicletada Massa Crítica – Ribeirão Preto!

Para conhecer mais sobre o Movimento Massa Crítica como um todo, clique aqui!

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Ciclovia Entre Rios: Entrevista Programa Ambiente é o Meio

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O Professor da FEA-RP André Lucirton Costa, um dos principais idealizadores do projeto Entre Rios,  foi um dos entrevistados pelo Programa Ambiente é o Meio da Rádio USP.

Nessa entrevista  são esclarecidas a origem e os objetivos desse projeto que propõe a construção demais de 80 km de ciclovias pela cidade de Ribeirão Preto.

Além dele participaram do programa o apresentador Luiz Ribeiro;  os professores José Marcelino de Rezende Pinto Marcelo Pereira de Souza da FFCLRP.

Para ouvir a entrevista, CLIQUE AQUI.

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Se eles têm, queremos também! Copenhagen – Dinamarca.

Copenhagen, capital da Dinamarca, é uma das cidades com maior número de ciclistas da Europa.

Diariamente mais de metade de seus habitantes vão ao trabalho utilizando esse meio de locomoção.

Mas isso só pode acontecer após uma mudança na demanda da cidade.

Seus cidadão passaram a exigir então, a construção de ciclovias que interligassem os quatro cantos da cidade, a área central.

Isso trouxe muitos impactos positivos a economia da cidade.

Assista abaixo o vídeo, e saiba mais sobre esses exemplo que vem lá da Dinamarca.

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“Starpath”: uma ciclovia que ilumina um parque através de energia solar

Fonte da imagem: Reprodução

À primeira vista, “Starpath” parece ser uma intervenção urbana montada no parque Christ’s Pieces em Cambridge, Inglaterra. No entanto, trata-se da primeira ciclovia no mundo que beneficia, através dos materiais com os quais foi feita, não apenas ciclistas, mas pedestres, o meio ambiente e o município onde está instalada.

O principal elemento que compõe a “Starpath” é um líquido aplicado em sua superfície que, durante o dia, absorve os raios UV e, à noite, emite luz. Um dos criadores desta ideia, Hamish Scott, do escritório Pro-Teq, explica que esta ciclovia funciona como se tivesse “uma mente própria”, pois muda a intensidade da luz dependendo dos níveis de luz natural disponíveis no entorno. Assim, o brilho mais intenso é emitido durante a noite, quando há menos luz natural.

A ciclovia que foi construída em Cambridge cobre 150 m² do parque e funcionou como planejado, ajudando a diminuir os acidentes com ciclistas que, graças ao caminho iluminado, fazem um trajeto mais seguro.

Os benefícios ao meio ambiente estão ligados à redução da contaminação lumínica produzida pelos numerosos pontos de iluminação pública, já que a intensidade gerada pela ciclovia é muito menor, interferindo menos nos ciclos de vida de animais e plantas noturnas.

As cidades onde forem construídas estas ciclovias não apenas trarão a seus parques um elemento distinto, mas também diminuirão seus gastos de energia, já que, depois de concluída a implantação da ciclovia, nenhum gasto extra é necessário. Além disso, as ciclovias que já existem nas cidades podem ser convertidas em “Starpaths”, pois o líquido adere ao concreto ou à madeira em apenas quatro horas.

Como esta nova ciclovia foi construída em um parque, os pedestres que por ele passam também foram beneficiados, já que à noite a luz emitida pela ciclovia aumenta a sensação de segurança.

Apesar deste tipo de ciclovia estar ainda em fase de testes, a Pro-Teq diz que alguns governos de países desenvolvidos já entraram em contato, mostrando interesse por esta fonte de iluminação limpa combinada a um meio de transporte seguro e sustentável.

No vídeo a seguir pode-se ver o processo de construção de uma destas ciclovias.

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Esse texto foi originalmente publicado em: http://www.mobilize.org.br/noticias/5367/starpath-uma-ciclovia-que-ilumina-um-parque-atraves-de-energia-solar.html